O achado de quem leu até o fim
O rascunho no lixo
Antes de publicar Carrie em 1974, Stephen King quase desistiu do livro. Ele escreveu as primeiras páginas numa máquina de escrever no trailer onde morava, achou a história de uma garota com poderes constrangedora demais e jogou o maço no cesto de lixo do quarto. A esposa dele, Tabitha King, encontrou as páginas, leu e disse que o texto tinha algo bom: faltava só continuar.
Esse resgate está contado em On Writing, perto do capítulo sobre o bilhete da revista. Na época, King dava aula de inglês na Hampden Academy, no Maine, e escrevia os livros à noite, depois das correções dos alunos. Carrie saiu pela editora Doubleday em 1974 e abriu a carreira que você conhece hoje: sem a esposa catando o maço do lixo, o romance que deu origem ao filme talvez nunca tivesse saído do cesto.
Fonte: On Writing (Sobre a Escrita, 2000)