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Como escrever um livro: o passo a passo da ideia ao livro publicado

viverdeblog.com/como-escrever-um-livro/ · publicado 10/01/2017 · atualizado 24/10/2026 · leitura de 33 minutos

Pra escrever um livro, comece pela promessa em uma frase, monte o sumário com o tamanho de cada capítulo, escreva um capítulo inteiro como molde, cumpra uma meta diária de palavras, termine o rascunho sem voltar e revise em três passes antes de escolher título, capa e onde publicar. É o que aprendi em dois livros com o meu nome e em 100 ebooks.

Os dois livros com o nome de Henrique Carvalho: Prazer em Escrever, que ele coordenou, e Negócios Digitais, em que é coautor

Pra começar um livro, não abra pelo capítulo 1. Escreva a frase do livro (pra quem é e o que o leitor ganha na última página), faça o sumário e escreva primeiro um capítulo do meio, aquele que você explicaria numa conversa sem consultar nada. O capítulo 1 e a introdução ficam pro fim, porque só funcionam quando você já sabe o que vem depois.

Este post saiu em 2017, quando eu tinha lançado um ebook e era coautor do Negócios Digitais. Desde então coordenei o Prazer em Escrever, um livro de nove autores lançado em 2022, e a nossa rede de newsletters escreveu 100 ebooks num molde só. Entre julho e setembro de 2026, foram 149 ebooks vendidos. Abaixo estão as etapas que eu uso hoje, com as listas e a conta de cada uma, e no fim tem o capítulo 1 do guia Como escrever um livro, grátis por email.

Como escrever um livro passo a passo

  1. Promessa: escreva numa frase pra quem é o livro e o que o leitor ganha na última página.
  2. Tema: confira se alguém procura o assunto, no Google, no YouTube e nas perguntas dos seus leitores.
  3. Pesquisa: leia o que já existe sobre o tema e anote onde você pode ir além.
  4. Mapa mental: organize as ideias em três níveis antes de pensar em capítulos.
  5. Sumário: de 10 a 14 capítulos, cada um com um título que é promessa e o tamanho em palavras.
  6. Capítulo-molde: escreva um capítulo do meio inteiro; introdução e conclusão ficam pro fim.
  7. Rotina: meta diária em palavras e rascunho inteiro, sem reabrir capítulo pronto.
  8. Revisão: três passes (estrutura, parágrafo e frase) e três leitores de fora.
  9. Título e capa: um título curto que prende e um subtítulo que diz o que o leitor ganha.
  10. Publicação: editora, selo próprio ou venda direta pela sua lista, com um próximo passo pro leitor na última página.

Como começar um livro

Começar é onde muito livro morre, e quase nunca por falta de assunto. Entre abril e junho de 2026, 134 leitores da newsletter de escrita da nossa rede responderam a uma pesquisa logo depois de assinar. “Livros e ebooks” foi a área principal mais escolhida, por 48 deles, à frente de redes sociais e de blog.

Na pergunta aberta sobre o maior desafio, 91 pessoas escreveram com as próprias palavras. Li as respostas uma a uma: 53 citam uma trava que impede um livro de existir. Quase ninguém escreveu que falta ideia. As travas são cinco, e cada uma tem um passo neste post:

Página do guia Como escrever um livro com as cinco travas que seguram um livro, na pesquisa com 134 leitores de escrita

Os três primeiros movimentos, na ordem:

  1. Escreva a frase do livro antes de qualquer capítulo: pra quem lê, que dor resolve e o que o leitor ganha no fim. A fórmula e os três testes estão logo abaixo.
  2. Faça o sumário com números. Um livro de 45 mil palavras parece impossível; doze capítulos de 3.500 palavras parecem um trimestre.
  3. Escreva primeiro um capítulo do meio, inteiro. O capítulo 1 é o mais difícil do livro, porque precisa convencer o leitor a seguir, e só fica bom quando o resto existe.

Na primeira sessão, a meta é pequena: 300 palavras e a frase em que você parou anotada pro dia seguinte.

Como escrever um livro: planejamento necessário para colocar suas ideias no papel

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Escrever é uma arte, não importa se você gosta de produzir conteúdos educacionais, se prefere ficção ou se gosta de poesia. Porém, o trabalho artístico e criativo também precisa ser planejado. Depender somente da inspiração e da força de vontade pode fazer com que você entre em um loop infinito de procrastinação e não escreva uma linha sequer.

Antes de começar a escrever, você precisa encontrar respostas para essas perguntas:

  • Quais as dores, medos e desejos do seu público-alvo?
  • O formato e a linguagem que você pretende usar são adequados para a comunicação com essas pessoas?
  • O livro vai utilizar linguagem formal ou informal?
  • O que seu livro trará de diferente dos demais que tratam do mesmo assunto?

A promessa do livro em uma frase

As quatro respostas cabem numa frase, e ela é o primeiro arquivo do livro. A frase diz pra quem o livro é, que dor ele resolve e o que o leitor ganha no fim. Quem não consegue dizer o livro numa frase escreve capítulos que puxam pra lados diferentes.

Pra [quem lê, numa linha], que [a dor, na frase que essa pessoa usa], este livro mostra [o caminho, em poucas palavras] até [o resultado que o leitor confere sozinho].

Um exemplo: pra quem cuida de um pai com Alzheimer e não sabe por onde começar, este livro mostra os dez cuidados do primeiro ano, na ordem em que aparecem, até a rotina que cabe na semana da família.

Os dois livros com o meu nome mostram as duas metades da frase no subtítulo. O Prazer em Escrever diz pra quem é: “guia para escritores iniciantes”. O Negócios Digitais diz o que o leitor ganha: “aprenda a usar o real poder da internet nos seus negócios”.

Três testes antes de seguir:

  1. O leitor já diz a dor sozinho. Procure a pergunta do jeito que ele digitaria. Se ninguém digita, a dor é sua, e o livro precisa voltar pra um problema que o leitor nomeia.
  2. O caminho tem etapas. Liste de três a cinco etapas entre a dor e o resultado. Sem etapas, o livro vira opinião em texto corrido. Com mais de cinco, talvez sejam dois livros.
  3. O fim é conferível. Descreva o leitor no dia seguinte à última página. “Viver melhor” ninguém confere; “a rotina que cabe na semana da família” se confere.

Eu não tenho experiência como escritor de livros de ficção, contos ou poesia. Portanto, o planejamento que divido com você é focado em livros de não-ficção, mas o passo a passo pode ser adaptado para quem quer entender como escrever um livro de qualquer tipo. Pra romance, a frase vira premissa (personagem, desejo, obstáculo e o que ela perde se falhar), e a adaptação completa está nas perguntas frequentes, no fim.

Escolha o tema ideal para seu livro

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Antes de iniciar a produção de qualquer conteúdo aqui na Viver de Blog, procuramos descobrir se realmente há interesse por parte de nossa audiência sobre o assunto. Com um livro, que dá trabalho de meses, a pesquisa vale ainda mais. Vamos começar com o volume de buscas pelo termo pretendido.

Volume de buscas

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Caso você ainda não tenha uma ideia clara do que seu público deseja, faça uma pesquisa no Planejador de palavras-chave do Google Ads por palavras chave relacionadas ao assunto sobre o qual pretende escrever.

É uma ótima maneira de descobrir se há demanda pelo assunto. Um exemplo com o tema deste post, na média mensal de buscas no Brasil lida em outubro de 2026:

  • “como escrever um livro”: 3.600 buscas por mês;
  • “como publicar um livro”: 2.400;
  • “como começar um livro”: 1.300.

Por esse motivo este post ganhou uma seção sobre começar e outra sobre publicar.

Se você quiser uma pesquisa mais completa, o Semrush e o Ahrefs mostram também a dificuldade de cada termo.

Selecione os resultados mais atrativos, com maior pesquisa mensal e menor concorrência.

Se não estiver satisfeito(a) com essas opções, vá até o final da primeira página de resultados do Google, após digitar na caixa de buscas o termo de interesse e perceba que você encontrará outras sugestões de pesquisas relacionadas ao termo pesquisado.

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Seu próximo passo para escolher o tema ideal para seu livro é descobrir se o interesse pelo assunto está aumentando ou diminuindo com o passar do tempo.

Analise a procura pelo termo ao longo do tempo

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Um livro exige muito esforço e dedicação, então você vai querer que o seu conteúdo permaneça atual e interessante ao longo do tempo. Pra não escolher um assunto que hoje tem um bom volume de pesquisa e perde interesse ano a ano, faça uma pesquisa no Google Trends, que mostra a procura por um termo ao longo dos anos, por região e por país.

Certamente você fará uma boa escolha ao dar preferência aos termos que vêm apresentando um aumento no volume de buscas ao longo do tempo.

Preste atenção no que a sua audiência está dizendo

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Se você já possui um público fiel, certamente recebe sugestões de pautas e perguntas nos comentários, nos vídeos e por email. O que seus leitores estão dizendo? Estão sentindo falta de algo? Veja também os seus conteúdos mais populares: alguns podem virar livro, tratando com mais profundidade um assunto que já interessa aos seus leitores.

Se você tem uma lista de email, pergunte. Foi uma pesquisa logo depois do cadastro, na newsletter de escrita da nossa rede, que mostrou o peso do livro entre os leitores.

Caso você ainda não possua uma audiência, leia os comentários dos leitores dos seus concorrentes e as reviews de livros parecidos com o seu na Amazon e no Hotmart. Do que os compradores precisam e não encontraram? Do que gostam e do que não gostam? Este tipo de pesquisa revela as brechas do mercado, que são as suas oportunidades.

Como escrever um livro: 7 etapas para começar

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Planejar como escrever um livro já é uma tarefa intimidadora para a grande maioria das pessoas. Sentar de frente para a tela em branco e começar a escrever de fato, ainda mais assustador. Mesmo para quem já está acostumado a escrever, como eu, toda frase inicial é a mais difícil.

Será que os leitores ficarão satisfeitos com meu livro? Será que esse assunto realmente é a melhor escolha? Será que vou conseguir vender mais que uma cópia? Saiba que você não está sozinho(a) nessa.

Em projetos grandes, a tendência é sempre procrastinar, porque a quantidade de tarefas pela frente é enorme. Portanto, recomendo que você quebre a tarefa “escrever um livro” em outras menores e coloque uma data limite para a entrega de cada uma delas. Assim, as chances de você se render ao monstro da procrastinação são bem menores.

Eu gosto de quebrar o projeto “como escrever um livro” em etapas menores:

Primeira Etapa: Pesquisa de conteúdo

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Provavelmente se você fez a pesquisa por termos e os materiais já publicados sobre eles, deve ter se deparado com publicações bastante interessantes.

Leia e analise o que outras pessoas estão produzindo. E como você pode fazer diferente. Quem sabe até melhor.

Para organizar os conteúdos que encontrar, use um aplicativo de notas, como o Evernote ou o próprio Google Docs: salve artigos e trechos, organize por etiquetas e anote no mesmo lugar as suas próprias ideias. Nem sempre é possível aproveitar todas, mas quem sabe durante um momento de bloqueio criativo, um insight mais antigo possa ser a solução.

E não pesquise somente livros: vídeos, artigos e infográficos sobre o seu tema também contam. O importante é você ganhar mais conhecimento sobre o tema para que seu livro seja o mais completo possível.

Segunda Etapa: Mapas Mentais

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Depois da pesquisa de conteúdo, já começo a visualizar qual será a base do conteúdo do meu livro.

Gosto de organizar essas ideias em mapas mentais.

Através de elementos visuais e uso de cores diferentes, fica fácil montar a estrutura do livro, definindo a hierarquia de capítulos, tópicos e subtópicos com maior facilidade.

Você precisa de um mapa mental para organizar toda essa informação e para que o sucesso do seu livro não dependa somente da sua inspiração, mas da sua organização e planejamento.

Dicas rápidas para um bom mapa mental:

  • A ideia central deve estar destacada para que seja visualizada e identificada com rapidez.
  • Trabalhe com hierarquia. Não ligue pontos desconexos.
  • Procure adotar 3 níveis de ramificações a partir da ideia central. A primeira vira capítulo, a segunda vira tópico dentro do capítulo e a terceira, algum ponto que você precise lembrar dentro dos tópicos.
  • Use cores diferentes para ramificações diferentes. Do mesmo modo, use cores iguais para uma ramificação igual.
  • Atenção para a ordem dos textos. Arrume o texto de uma forma que faça sentido para você.

Terceira etapa: Definição de capítulos

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Construir um mapa mental já dará a você a clareza necessária para definir todos os capítulos do seu livro, bem como os tópicos e subtópicos dentro de cada um deles.

Fica mais fácil visualizar rapidamente as partes do conteúdo que mais interessam para uma leitura aprofundada.

O sumário que eu uso hoje tem um número ao lado de cada capítulo: o tamanho em palavras. Ele transforma um projeto grande demais pra começar em pedaços do tamanho de uma semana. O livro-modelo do guia tem uma abertura, doze capítulos em três partes e um fim:

  • Abertura, com 2.000 palavras: a promessa, pra quem é, o que o livro não resolve e como ler.
  • Parte 1, o problema (capítulos 1 a 3), com 10.500 palavras: por que o leitor está onde está e o que ele já tentou.
  • Parte 2, o método (capítulos 4 a 9), com 21.000 palavras: o caminho, uma etapa por capítulo, na ordem em que o leitor faz.
  • Parte 3, a vida depois (capítulos 10 a 12), com 10.500 palavras: o que fazer quando falha, como manter e os casos de quem já fez.
  • Fim, com 1.000 palavras: a mudança resumida em uma página e o próximo passo do leitor.

Somadas, são 45 mil palavras, de 150 a 180 páginas num livro de 14 por 21 centímetros.

Página do capítulo 3 do guia Como escrever um livro: o mapa do livro-modelo, com doze capítulos em três partes e 45 mil palavras

O tamanho certo depende do tipo de livro. Nas faixas usuais do mercado editorial, que não são regra, um livro curto de não ficção fica entre 20 e 30 mil palavras, um livro de não ficção entre 40 e 60 mil e um romance entre 60 e 90 mil.

O erro mais comum de sumário é listar assuntos: “Disciplina”, “Hábitos”, “Mentalidade”. Título de capítulo bom é promessa. “A rotina que termina o rascunho em 90 dias” diz ao leitor o que ele ganha e diz a você quando o capítulo terminou. Leia os títulos em sequência: eles precisam contar o livro inteiro como uma história curta.

O sumário de um ebook que a Viver de Blog lançou anos atrás mostra a hierarquia em dois níveis, capítulo e tópico, com a página de cada um:

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Quarta etapa: Escreva a introdução e a conclusão somente depois de finalizar o conteúdo

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Para chegar a uma produção de texto de qualidade, é necessário obedecer a coerência, com todas as partes do texto se encaixando perfeitamente, sem contradições. Por esse motivo eu defendo escrever a conclusão e a introdução somente após finalizar o desenvolvimento do seu livro: o desenvolvimento precisa fazer sentido sozinho, e só quando ele está pronto você sabe exatamente o que o leitor vai encontrar.

O objetivo da introdução é criar expectativa no leitor: levantar questões que serão respondidas ao longo do texto e antecipar um pouco do que será encontrado. Muito mais fácil criar essa expectativa depois que você já sabe o que vai de fato entregar.

Se a introdução fica pro fim, comece por um capítulo do meio, escrito inteiro, que vira o molde dos outros. Ele define o tamanho, o tom e o jeito de abrir e de terminar de todos os capítulos. O molde que eu uso tem cinco blocos, com o centro em 3.500 palavras:

  1. A abertura, de 300 a 500 palavras: uma cena, um caso ou uma pergunta que o leitor reconhece como dele.
  2. A ideia, de 700 a 1.000: a tese do capítulo, explicada como se o leitor perguntasse “por quê?”.
  3. A prova, de 700 a 1.000: o caso, o número ou a história que sustenta a ideia.
  4. O como, de 700 a 1.000: os passos, na ordem em que o leitor faz.
  5. A ponte, de 200 a 400: a ação do capítulo e a pergunta que o próximo responde.

Capítulo que passa de 4.500 palavras quase sempre tem duas ideias, e vira dois no sumário. Nos ebooks da nossa rede, a primeira unidade foi escrita e medida à mão e virou o padrão dos outros; as partes que fugiram do molde foram as que deram retrabalho.

Se quiser mais dicas sobre como escrever introduções, leia esses dois artigos:

Já para uma boa conclusão, fique de olho nessas dicas (e no passo a passo de como fazer uma conclusão):

  • Retome algum ponto importante, mas de uma forma diferente.
  • Críticas, sugestões e advertências cabem muito bem nesse momento. Deixe o leitor saber o que você pensa a respeito.
  • Não apresente novos pontos de vista. Você já teve tempo para falar disso no desenvolvimento.

Gosto também de estabelecer uma conexão entre a introdução e a conclusão, quase como se elas sozinhas tornassem possível entender o contexto de todo o livro (sem entregar o ouro, é claro!).

Quinta etapa: Revise, revise de novo e revise mais uma vez

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Durante qualquer processo de produção de texto, pequenos erros de ortografia e digitação são comuns, principalmente num texto extenso como um livro. O leitor percebe e, dependendo da gravidade, pode desistir da leitura no meio.

Numa grande editora, o editor seria o responsável não só por encontrar erros, mas também por eliminar passagens fora do contexto, frases em excesso e até mudar a ordem de capítulos. Ao publicar por conta própria, você terá que ser seu próprio editor.

Caso essa seja sua realidade, faça a revisão em um outro momento, dias ou até uma semana depois de terminar o rascunho. Deixe seus olhos descansarem e tente ler como se fosse você o leitor. Ler em voz alta é uma dica matadora.

Num livro, a revisão rende mais em três passes contados, nesta ordem:

  1. Estrutura: cada capítulo cumpre a promessa do título? Sai o capítulo que repete outro e a parte que o leitor pularia. Faça com o PDF e uma caneta, só anotando.
  2. Parágrafo: cada parágrafo faz uma tarefa só? Sai o parágrafo que anuncia o que vem e o que resume o que foi.
  3. Frase: a frase se lê em voz alta sem tropeço? Sai a frase de mais de 25 palavras e o adjetivo no lugar do exemplo.

Quem começa pela frase poli parágrafos que o passe de estrutura vai cortar. No passe da frase, siga estas 3 dicas:

  • Corte trechos, parágrafos, palavras. Elimine 25% do tamanho do texto original.
  • Melhore frases que ficaram confusas. Quando revisar um livro, verá que algumas frases não fazem sentido algum relendo-as.
  • Use palavras mais simples. Palavras rebuscadas não fazem você parecer mais “inteligente”, mas sim mais arrogante.

Melhor ainda se outra pessoa puder fazer a revisão também. Depois dos três passes, mande o arquivo pra três leitores que seriam compradores do livro (amigo que gosta de você não serve) com as mesmas três perguntas:

  1. Em que página você parou de ler com vontade e passou a ler por obrigação?
  2. Do que você lembra hoje, um dia depois de ler, sem abrir o livro?
  3. Qual é a primeira atitude que você tomaria depois de terminar?

A primeira mostra onde cortar, a segunda mostra o que o livro de fato ensina e a terceira mostra se a promessa se cumpriu. Um quarto passe só entra se dois dos três leitores apontarem o mesmo problema: revisão sem número de passes não termina.

Sexta etapa: Crie “o” título matador

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Se ninguém clicar no link para baixar ou comprar seu livro, de nada terá adiantado passar meses produzindo o melhor conteúdo sobre um assunto. Não canso de repetir: seu título será a primeira conexão com os leitores.

Seguimos o mesmo modelo de definição de títulos para todos os conteúdos publicados na Viver de Blog. Primeiro, uma pesquisa de referências no Medium, no LinkedIn, no Buzzsumo (os mais compartilhados nas redes sociais) e, claro, no Google. Depois, um **brainstorming de títulos**, sem pensar na qualidade em um primeiro momento: de uma ideia aparentemente ruim podem surgir as conexões que resultam no título do seu livro.

Gosto muito da técnica AIDA para títulos:

  • Atenção: use uma palavra para capturar imediatamente a atenção do leitor.
  • Interesse: mencione um benefício que o leitor irá tirar do seu material para gerar interesse.
  • Desejo: combinação entre benefícios e um senso de urgência.
  • Ação: leve seu leitor a tomar uma atitude (no caso, ler seu livro)

Num livro, o título trabalha em dupla com o subtítulo: o título prende, o subtítulo explica. “Prazer em Escrever” diz a sensação; “guia para escritores iniciantes” diz pra quem é. Antes de decidir, faça o teste do visto pequeno: ponha a capa com 150 pixels de largura na tela do celular, o tamanho de um livro na vitrine de uma loja online. Se o título não se lê, ele tem palavras demais.

A capa segue a mesma lógica da capa de ebook (arte sem texto, título grande por cima, teste nos três lugares em que ela aparece), que está no passo a passo de como fazer um ebook.

Para mais dicas sobre como criar um título impossível de ser ignorado, leia o artigo sobre como escrever títulos.

Sétima etapa: Diga a seu leitor o que você quer que ele faça quando terminar a leitura

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O leitor precisa saber um pouco mais sobre quem escreveu aquele livro que ele(a) está lendo. Mesmo que a pessoa já conheça você e seu trabalho, reforce a sua biografia com uma página “Sobre o Autor”, no começo ou no final do livro.

Ainda mais importante no caso de livros digitais, deixe claro para o leitor onde ele pode encontrá-lo na internet: o endereço do seu blog e das redes sociais de maior importância. Se quiser aproveitar ainda mais o poder do seu livro, insira links para conteúdos seus já publicados ao longo do texto. Não tenha medo de mandar o leitor para fora do livro: caso sua escrita seja interessante, ele certamente voltará.

Por fim, todo conteúdo publicado, incluindo livros digitais, precisa de uma CTA bastante definida.

Você pode explorar uma série de objetivos como:

  • Enviar um email com feedback
  • Compartilhar
  • Entrar na sua lista de email
  • Clicar em um link de algum produto seu
  • Conhecer um produto afiliado.

Escolha a CTA de acordo com seu objetivo principal em relação ao livro publicado. Pra quem vende pela própria lista, o convite pra ela costuma ser o melhor: quem chegou à última página é o leitor mais disposto a receber o seu próximo texto.

Quanto tempo leva pra escrever um livro

Pela conta de palavras, um livro de 45 mil palavras leva 90 dias de escrita a 500 palavras por dia, ou 150 dias a 300. Somando de quatro a oito semanas de revisão e leitores, um livro começado hoje fica pronto pra publicar em quatro a sete meses.

Manter o ritmo foi a trava mais citada na pesquisa com os leitores de escrita. A saída que funciona pra mim é trocar a pergunta: em vez de “quando vou escrever o livro?”, a pergunta passa a ser “quantas palavras escrevo hoje?”.

A conta do rascunho, pro livro-modelo de 45 mil palavras, escrevendo cinco dias por semana:

  • 300 palavras por dia: 150 dias, ou 30 semanas;
  • 500 palavras por dia: 90 dias, ou 18 semanas;
  • 750 palavras por dia: 60 dias, ou 12 semanas;
  • 1.000 palavras por dia: 45 dias, ou 9 semanas;
  • 2.000 palavras por dia: 23 dias, ou 5 semanas.

Escolha a linha pela sua semana real, não pela ideal. Quem começa com 300 e mantém termina em 30 semanas, e 30 semanas terminadas valem mais que 9 semanas planejadas e abandonadas na terceira.

Página do capítulo 5 do guia Como escrever um livro: a conta das palavras por dia e as regras da rotina

As quatro regras da rotina:

  1. Meta em palavras, nunca em horas. Uma hora sentado pode render 50 palavras ou 1.000. A palavra conta o que avançou; a hora conta só o tempo na cadeira.
  2. O mesmo horário, o mesmo lugar. A rotina que depende de decidir “quando” perde a decisão nos dias cansados.
  3. Pare no meio de uma frase que você sabe terminar. Ernest Hemingway contou à revista The Paris Review, em 1958, que parava sempre quando sabia o que ia acontecer em seguida. No dia seguinte, a primeira frase já está pronta.
  4. Dia perdido não se compensa. Quem dobra a meta pra recuperar o dia perdido cansa e perde o terceiro.

A prova de que a conta funciona está no meu próprio arquivo. Desde julho de 2023, publiquei 387 edições da Alquimia da Mente, a minha newsletter. Só as edições que guardo em arquivo de texto passam de 330 mil palavras, o bastante pra mais de seis livros de 50 mil. Nunca sentei pra escrever seis livros: sentei pra escrever a edição do dia, e as palavras se acumularam.

O rascunho tem um trabalho só: existir do começo ao fim. Três regras seguram o meio do livro, onde muito rascunho para:

  • Escreva pra frente. Nenhum capítulo terminado se reabre antes de o último existir. A vontade de voltar vira uma nota na margem.
  • Marque o buraco e siga. Faltou uma data, um nome ou um exemplo melhor: escreva [CONFERIR] e continue a frase.
  • Ideia fora do sumário vai pra um arquivo de sobras, com o número do capítulo em que talvez entre.

Mais técnicas de constância estão no post sobre como escrever todos os dias.

Como escrever um livro com IA

Dá pra usar IA em quase todo o processo, menos no que faz o livro ser seu. Os ebooks da nossa rede foram escritos com IA sobre um molde escrito à mão, e o molde decidiu a qualidade. Num livro, em que a voz pesa mais que num ebook, o papel dela fica mais estreito:

  • Achar as histórias: a IA entrevista você, uma pergunta por vez. As histórias, os nomes e as datas são seus.
  • Organizar: ela transforma anotações soltas num sumário em três partes. A ordem final é sua.
  • Rascunhar: ela escreve um bloco a partir do seu molde e das suas respostas. Cada parágrafo é reescrito na sua voz.
  • Revisar: ela aponta repetição, frase longa e buraco de lógica. A decisão do que muda é sua.
  • Conferir: ela lista cada número e cada afirmação que pede fonte. Quem confere a fonte é você.

A tarefa que mais rende é a primeira, e a que menos se usa. O prompt que eu uso pra cada capítulo:

Você é um editor de livros de não ficção. Meu livro promete: [a frase do livro]. O capítulo [N] promete: [o título do capítulo]. Me faça dez perguntas, uma de cada vez, pra tirar de mim as histórias, os casos e os números deste capítulo. Espere a minha resposta antes da próxima pergunta. Depois da décima resposta, monte o roteiro do capítulo em cinco blocos (abertura, ideia, prova, como e ponte), usando só o que eu respondi. Onde faltar material, escreva [FALTA] em vez de completar.

A última instrução protege o livro. A IA completa o que não sabe com frase plausível, e frase plausível sem lastro vira informação errada com o seu nome na capa.

Como publicar um livro: editora, selo próprio ou venda direta

Existem três caminhos, e eu vivi os três:

  • Editora tradicional: você escreve e revisa o que a editora pede, e ela cuida de edição, capa, ISBN, gráfica e distribuição. Foi o caminho do Negócios Digitais, pela Editora Gente, em que sou coautor.
  • Selo próprio: você publica como editora e contrata ou faz cada etapa. Foi o caminho do Prazer em Escrever, que coordenei, pela Editora Viver de Blog, com ISBN.
  • Venda direta: você escreve, monta o PDF e vende pela própria lista, sem editora. Foi o caminho dos 100 ebooks da nossa rede, sem ISBN.

Cada caminho troca controle por trabalho. Na editora tradicional, o livro chega a livrarias que um autor sozinho não alcança, e o autor decide pouco sobre capa, preço e prazo. No selo próprio, você decide tudo e responde por tudo. Na venda direta, o caminho entre o arquivo e o leitor é o mais curto, e o alcance é o tamanho da sua lista.

O ISBN identifica o livro em livrarias, distribuidoras e lojas; no Brasil, ele sai pela Câmara Brasileira do Livro. Pra vender o PDF na sua própria página, ele não é exigido.

Publicar pela sua lista

Os 100 ebooks da nossa rede nunca passaram por uma loja: foram vendidos pelas próprias newsletters, pra quem já as lia. De 20 de julho a 29 de setembro de 2026, foram 149 ebooks vendidos em vinte e três newsletters, com o arquivo chegando sozinho no email depois do pagamento.

O dado que mais ensina é de onde veio a venda. O ebook que mais vendeu foi o da newsletter de escrita, com 41 das 149 vendas. É a mesma lista em que livros e ebooks foram a área mais escolhida na pesquisa. A lista que lê sobre um tema toda semana é a que compra o livro do tema.

O caminho da própria lista tem três peças, e a primeira vem antes do livro: a lista (capítulos do rascunho podem virar edições, e as respostas dos leitores mostram o que o livro precisa ter), a página com a promessa, o sumário e um capítulo de amostra, e a entrega automática do arquivo depois do pagamento.

Publicar na Amazon

A Amazon tem um painel de autopublicação, o KDP, em que o próprio autor sobe o arquivo do livro digital e a capa, define o preço e publica na loja Kindle; em alguns mercados, o mesmo painel faz o impresso sob demanda. Os dois livros com o meu nome têm página na Amazon, publicados pela editora de cada um. Os ebooks da nossa rede nunca foram pra lá, então não tenho número de venda da loja pra mostrar.

A diferença que mais pesa entre os dois caminhos é o contato. Na sua lista, o email do comprador fica com você; na loja, fica com a loja. E o programa de exclusividade do livro digital da Amazon pede que ele não seja vendido em outro lugar enquanto durar a inscrição. Pra quem já tem leitores, a ordem que preserva o contato é a lista primeiro e a loja depois. Pra quem não tem, a loja é onde o primeiro leitor encontra o livro.

3 motivos adicionais para você descobrir como escrever um livro

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Minha maior motivação para escrever o primeiro livro foi gerar renda. Antes de criar o Viver de Blog, eu tinha um blog de investimentos, o HC Investimentos, e ganhava indicando produtos de outros autores. Decidi unir minhas duas paixões, investimentos e a escrita, e criar o meu produto próprio: um eBook sobre Alocação de Ativos.

Eu cursava a faculdade de Economia e investi todas as minhas economias no design do eBook, na página de vendas e nos banners. No relato original deste post, de 2017: 25 vendas na primeira hora do lançamento e mais de R$ 10.353,00 faturados no primeiro dia, o dobro do que eu tinha investido no design. Depois disso, larguei a faculdade e me dediquei 100% ao meu empreendimento digital.

Com um produto próprio, eu podia escrever menos conteúdos, com muito mais qualidade, para uma audiência engajada e que estaria disposta a comprar um produto meu quando fosse o momento certo. Foi o começo de ganhar dinheiro online com o que eu escrevia. O Alocação de Ativos continua à venda até hoje.

Essa pode ser a diferença para você também, entre ter um blog como um hobby, mas que ainda assim gera custos, como hospedagem e domínio, para um negócio rentável.

Mas saber como escrever um livro para gerar renda, não é a única razão para você colocar seu conhecimento em formato de livro agora mesmo.

Conheça outros 3 motivos adicionais que certamente vão convencer você a começar a escrever o quanto antes:

#1: eBooks são ótimas iscas digitais para você crescer sua lista de emails

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Colocou algumas caixas de captura espalhadas no seu blog e, ainda assim, sua lista está crescendo na mesma velocidade que uma tartaruga corredora? Que tal um presente? Se você oferece informações de qualidade e gratuitas em formato de livro, ou melhor, de eBook, a oferta se torna quase irresistível.

Lembro que, na época do lançamento do Alocação de Ativos, recebi vários emails de leitores dizendo que compraram meu livro para agradecer por tanto tempo de dedicação publicando apenas conteúdos gratuitos. Ou seja, de quebra você ainda ganha o respeito da sua audiência e mais autoridade. Se a sua lista ainda não existe, o passo a passo de como criar uma lista de email vem antes do livro.

#2: Reforçar sua autoridade no seu mercado

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Quando você oferece um conteúdo que poderia ser facilmente cobrado, você ganha pontos com sua audiência. E quanto mais valor você gera, mais seu público o reconhece como uma autoridade no mercado: você mostra que entende do assunto a ponto de escrever um livro sobre ele.

Nada reforça tanto a autoridade quanto mostrar resultados. Ou estar ao lado de grandes nomes do mercado. E sim, saber como escrever um livro pode ser uma boa maneira de fazer ambos.

Por exemplo, o livro Negócios Digitais reúne grandes nomes do Marketing Digital, como Érico Rocha, Conrado Adolpho, Bruno Juliani, Bruno Gimenes, e outros nomes, em um total de 17 grandes empreendedores.

E eu também estou lá, contando a minha experiência de trabalhar na internet.

Estar ao lado de outros profissionais consagrados do mercado acaba por transmitir um pouco da autoridade deles para mim.

Em 2015, o livro chegou ao 1º lugar na lista de mais vendidos de Negócios da semana de 28 de setembro a 4 de outubro, e ao 4º lugar em Autoajuda e Esoterismo na Veja de 4 de novembro.

As listas de mais vendidos de 2015 com o livro Negócios Digitais em 1º lugar em Negócios e em 4º lugar em Autoajuda e Esoterismo na Veja

Em 2022, eu coordenei o Prazer em Escrever, um livro de nove autores e 262 páginas. Livro a várias mãos é o formato com menor barreira pra quem nunca publicou: você escreve a sua parte, e o livro existe com o seu nome dentro. Nele, o sumário vira contrato: cada autor recebe a promessa do próprio capítulo, o tamanho em palavras e a data de entrega.

Aprender como escrever um livro pode abrir portas até mesmo em outros tipos de mídia, como a televisão, revistas e jornais, aumentando ainda mais seu alcance.

#3: Autopublicação: realizando o sonho de escrever um livro de forma independente

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Você sempre teve vontade de escrever um livro mas acredita que não conseguirá uma editora para publicá-lo. Ou até já tentou essa alternativa, porém sem muito sucesso? Então a autopublicação pode ser um bom motivo para você começar a pensar em como escrever um livro.

Infelizmente, o mercado editorial não é para todos. Para ver seu livro publicado por uma editora, você precisa não só ter um bom trabalho, mas corresponder às expectativas do mercado naquele momento. Um livro para um público específico, num nicho de mercado, talvez nem tenha chance, apesar da sua qualidade.

Nesse momento que a autopublicação pode ser um caminho a ser considerado. Apesar de não ser fácil ganhar destaque em um mar de publicações na Amazon ou em plataformas semelhantes, a autopublicação pode ser um caminho altamente rentável, desde que bem planejado.

Principalmente se você investir em construir sua própria plataforma, ou seja, um blog ou site, e em consequência, uma audiência, que teria interesse em comprar seu livro. Os caminhos de publicação, com o que cada um pede de você, estão mais acima.

Conclusão

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Como você percebeu, as etapas de como escrever um livro são muitas, o que pode significar uma carga grande de esforço e tempo da sua parte. Portanto, tenha certeza que você está disposto(a) a injetar a dose de energia necessária para levar esse projeto até o final.

Minha intenção não é fazer você desanimar e desistir, mas sim apresentar a realidade nada glamourosa que envolve a produção de um livro. O esforço vale muito a pena e pode ser para você, assim como foi para mim, o início de algo muito maior.

E a jornada não termina na última página: depois vêm a capa, a página do livro e a divulgação. Se você tem um livro na gaveta, o primeiro passo cabe em dez minutos: escreva hoje a frase do livro.

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O que a resposta da IA não entrega (e está no guia)

Se você perguntou pra uma IA como escrever um livro antes de chegar aqui, ela devolveu uma lista parecida com a do topo: defina o tema, faça um esboço, escreva todo dia, revise, publique. A lista está certa. Falta nela o que custa caro descobrir sozinho:

  • A ficha do livro, com a promessa em uma frase e os três testes, pra preencher.
  • O sumário com a conta de palavras por capítulo e o molde de capítulo em cinco blocos, pra copiar.
  • A planilha da rotina e o prompt da entrevista, prontos pra usar.
  • O roteiro de revisão em três passes e o plano de lançamento em três emails.
  • Os três caminhos de publicação, com o que cada um pede de você.
Capa do guia Como escrever um livro, da Alquimia da Mente, por Henrique Carvalho: o método pra tirar o seu livro da gaveta

É o que está no guia Como escrever um livro, em 11 capítulos. O capítulo 1, com os dois livros, as cinco travas e o mapa do guia, é grátis e chega por email; o guia completo é vendido à parte.

Fontes

  • Google Ads, Planejador de palavras-chave: média mensal de buscas no Brasil de “como escrever um livro”, “como publicar um livro” e “como começar um livro”, lida em 24 de outubro de 2026.
  • Tabela de compras da nossa rede de newsletters, lida em 24 de outubro de 2026: ebooks pagos de 20 de julho a 29 de setembro de 2026, sem a conta da agência e sem compra interna.
  • Catálogo de entrega dos ebooks da rede, lido em 24 de outubro de 2026: 100 ebooks com PDF.
  • Pesquisa pós-cadastro da newsletter de escrita da rede, de abril a junho de 2026, lida em 24 de outubro de 2026: só contagens; as respostas abertas foram classificadas uma a uma em 23 de outubro.
  • Amazon, páginas do Prazer em Escrever e do Negócios Digitais, lidas em 23 de outubro de 2026.
  • The Paris Review, Ernest Hemingway, The Art of Fiction No. 21, entrevista de George Plimpton, número 18, 1958.
  • Amazon, Kindle Direct Publishing.
  • Câmara Brasileira do Livro, Agência Brasileira do ISBN.

Perguntas frequentes sobre como escrever um livro

Quanto tempo leva pra escrever um livro?

Pela conta de palavras: um livro de 45 mil palavras leva 90 dias de escrita a 500 palavras por dia, ou 150 dias a 300. Some de quatro a oito semanas de revisão e leitores, e um livro começado hoje fica pronto pra publicar em quatro a sete meses.

Quantas páginas tem um livro?

Depende do tipo. Na faixa usual do mercado, um livro de não ficção tem de 40 a 60 mil palavras, perto de 140 a 240 páginas no formato de 14 por 21 centímetros. Romance costuma ir de 60 a 90 mil palavras. Abaixo de 30 mil, é um livro curto ou um ebook.

Como publicar um livro na Amazon?

Pelo KDP, o painel de autopublicação da Amazon: você cria a conta, sobe o arquivo do livro e a capa, define o preço e os países e publica na loja Kindle. Subir o livro não tem custo; a loja fica com uma parte de cada venda, pela tabela de royalties do painel. O programa de exclusividade do livro digital pede que ele não seja vendido em outro lugar enquanto durar a inscrição.

Quanto custa publicar um livro?

Depende do caminho. Vender o PDF na sua própria página custa a taxa do pagamento a cada venda. Na Amazon, publicar é gratuito e a loja fica com parte de cada venda. Pelo selo próprio, você paga revisão, diagramação, capa, ISBN e gráfica, e o total muda com o número de páginas e a tiragem. Na editora tradicional, quem paga a produção é a editora.

Preciso de ISBN pra publicar um livro?

Pra vender o arquivo na sua própria página, não: os 100 ebooks da nossa rede foram vendidos sem ISBN. Pra livraria e distribuidora, sim. No Brasil, o ISBN sai pela Câmara Brasileira do Livro.

Dá pra escrever um livro com IA?

Dá, com a IA no papel de entrevistadora, organizadora, redatora a partir do seu molde e revisora. As histórias, os números e a voz são seus. O prompt que funciona pede dez perguntas, uma de cada vez, e manda a IA escrever [FALTA] onde faltar material, em vez de completar.

Como escrever um livro sobre a minha vida?

Escolha um recorte (um período, uma mudança, um problema que você resolveu) em vez da vida inteira, e escreva a frase do livro como em qualquer não ficção: pra quem é e o que o leitor leva da sua história. O sumário vira uma sequência de fases, e cada capítulo segue o molde, com uma cena na abertura.

Como ter ideias pra escrever um livro?

Comece pelo que você já responde: a pergunta que mais fazem pra você, o assunto que você explica numa conversa sem consultar nada, o problema que você resolveu e que outros ainda têm. Na pesquisa com leitores de escrita, quase ninguém citou falta de ideia; a trava aparece depois, entre a ideia e a última página.

O método serve pra escrever um romance?

Serve, com uma troca. A frase do livro vira premissa: personagem, desejo, obstáculo e o que ela perde se falhar. O sumário vira lista de cenas, e o molde de capítulo vira molde de cena: o que a personagem quer ao entrar, o que impede e o que muda ao sair. Rotina, rascunho e revisão valem sem mudança.

Tem um roteiro pra escrever um livro em PDF?

Tem: o guia Como escrever um livro, da Alquimia da Mente, em 11 capítulos, com a ficha do livro, o sumário com a conta de palavras, a planilha da rotina e os moldes pra copiar. O capítulo 1 chega grátis por email, pelo link no fim desta página; o guia completo é vendido à parte.

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